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Dicas para não ser um superendividado

17 novembro 2010 0 Comentários

Você não consegue guardar dinheiro, está cheio de dívidas e compra por compulsividade? Fique atento, você pode ser um superendividado.

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Você está cheio de dívidas? Não consegue guaradar dinheiro, nem liquidar os endividamentos? Nós separamos algumas dicas do Procon-Sp que podem ajudar. Confira

  • Não confunda necessidade de consumo com desejo de comprar;
  • Não se engane sobre sua renda confundindo-a com o limite de cartão de crédito, cheque especial, empréstimo consignado ou demais formas de crédit;
  • Não contrate crédito ofertado por telefone, caixas eletrônicos, internet ou sempre que faltar tempo para uma adequada reflexão sobre a necessidade, bem como a capacidade de pagamento da dívida;
  • Nunca gaste contando com oportunidades de ganhos futuros ainda não confirmadas;
  • Não se endivide para adquirir produtos ou serviços por status ou aparência de um padrão de vida superior ao seu. Muitas pessoas desestruturam seu orçamento familiar consumindo por modismos produtos ou serviços desnecessários e inadequados à sua renda;

Cuidado!

  • Ilusões do tipo: “Se eu comprar este terno mais caro, porém mais bonito, serei aprovado na entrevista para o emprego que tanto espero, assim, logo, logo, compensarei esse gasto extra”;

Antes da compra

  • Desocupe sua mente de idéias pre concebidas, como:
    “Consumindo as marcas “X”, “Y ” ou “Z”, serei aceito em meu grupo social”.
    Nossa aceitação depende unicamente de nossa auto-aceitação que, por sua vez, depende apenas de nós mesmos;

Previna-se

  • Mantenha reservas para imprevistos. As aplicações financeiras estão bem mais acessíveis do que se pensa. Há opções para todas as idades e faixas de renda, basta conhecer como funciona;
  • Sempre que possível, pratique a poupança prévia evitando ao máximo as compras a prazo e nunca comprometa mais de 30 % de sua renda com empréstimos ou financiamentos;
  • Caso seu gasto não possa esperar a formação de uma poupança, opte por prazos de pagamento menores e com entrada no ato da compra. Sempre que puder, liquide prestações antes do vencimento, assim você se livra dos juros proporcionais ao período antecipado;

Fique de olho nas armadilhas

  • ” …compre agora e comece a pagar só depois do natal, carnaval, etc…”
    (serão cobrados juros durante o período de carência)
  • “…não deixe de comprar, parcelamos esse preço pra você em suaves prestações…”
    (um produto ou serviço não deixa de ter um preço inadequado apenas por ser pago aos poucos);
  • Não assuma dívidas em benefício de terceiros;
  • Jamais informe dados pessoais, inclusive bancários e de benefício junto ao INSS a estranhos. Assim, você estará se protegendo de possíveis fraudes;

Não use o gasto como terapia

  • Avalie as reais causas de suas frustrações para combatê-las: consumir para aliviar tensões e angústias não eliminará a causa do problema, mas talvez agravará as atuais dificuldades;
  • Se foi seduzido por algo e não se programou para a compra, dê um tempo, reflita e procure mudar o cenário mental. Muitas vezes, aquela vontade ” incontrolável” ou “desesperadora” desaparece;
  • Não decida comprar sob efeito de fortes sentimentos como inveja, tristeza, raiva, competitividade, etc.;
  • Nunca decida comprar para satisfazer vontades repentinas.
  • Procure compartilhar suas intenções de consumo ou situação financeira com familiares. Isolamentos sociais importantes podem sinalizar o início de um superendividamento;

Não seja um comprador compulsivo

  • Grande parte dos compradores compulsivos não sabe que possuem o transtorno. Renegociam suas dívidas pensando em mudar mas, com frequência, acabam contraindo novas dívidas entrando em uma “Roda Viva” difícil de frear;
  • O convite à satisfação imediata somado ao impulso pelo consumo e à inexperiência em contar com imprevistos na organização das próprias finanças são alguns dos principais motivos do crescimento do superendividamento;

Lembre-se!

  • A publicidade empenha-se em nos convencer de que atingiremos a felicidade através dos prazeres de consumo, contudo, a FELICIDADE NÃO ESTÁ NO CONSUMO DE PRODUTOS OU SERVIÇOS, mas no SIGNIFICADO que damos a eles.

Fontes: Procon-SP e Portal MS

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