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Dicas para carro: manutenção e combustível

23 maio 2010 0 Comentários

Quem nunca parou em um posto de gasolina e logo chegou o frentista perguntando: “Quer ver o óleo aí, doutor?”. Minutos depois o veredicto é sempre o mesmo: “A coisa tá feia. O óleo tá queimado e acho melhor trocar”. E você mais uma vez você paga a conta do melhor aditivo vendido no local e sai do posto com a dúvida de que foi enganado.

Caso isso já tenha acontecido com você, saiba que não foi o único. Uma pesquisa da consultoria Sintaxe mostrou que 54% dos motoristas preferem trocar o óleo no posto de gasolina e que a opinião do frentista é o 3º critério mais usado para decidir quando fazer isso, atrás da própria opinião do motorista e da recomendação do fabricante.

A venda de aditivos e lubrificantes é geralmente comissionada. Um frentista pode faturar em comissões até 50% do salário. Veículos potentes e que consomem mais óleo fazem a felicidade dos frentistas ficar ainda maior. As mulheres estão entre as vítimas mais fáceis. Segundo o raciocínio de alguns frentistas e donos de postos de gasolina, a mulher conhece menos, confia mais e cuida melhor do carro. Geralmente, quando são avisadas de que é preciso trocar alguma coisa, elas geralmente concordam.

Para não ser mais enganado e não sair do posto com uma pulga atrás da orelha, vou mostra as principais dicas que o ajudarão a descobrir a possível lábia de um frentista malandro.

No momento da troca do óleo, ouve-se: “O óleo está ralo e sujo, tem que trocar”. Na verdade, a cor e a espessura não indicam nada. O óleo escurece porque limpa o motor e fica mais ralo quando esquenta. “O nível está baixo, vamos completar?”. Assim que se desliga o carro, há óleo espalhado pelas peças. Cheque o nível com o motor frio.”O sintético dura mais”. Este óleo é mais caro, contudo é melhor utilizar o recomendado pelo fabricante.

É comum ouvir também que o fluído de freio “baixou”. “Ficar assim é perigoso, melhor completar”. Neste caso é melhor levar o veículo para a oficina, pois o nível não baixa a não ser em caso de vazamento. Outra análise corriqueira de se ouvir de um frentista é: “A água do radiador está enferrujada, passou da hora da troca”. A cor amarelada é normal. A troca só é necessária se houver muitas partículas de ferrugem, o que ocorre em motores mais antigos.

Contudo, a frase campeã na boca dos frentistas é esta: “Aditivo para o combustível é bom e limpa o motor”. O motorista cuidadoso aceita a recomendação e manda completar, porém, se o seu carro não precisar, não gaste dinheiro à toa. Caso haja esta necessidade, vá a um posto de gasolina de sua confiança e prefira abastecer seu veículo com gasolina aditivada.

Algumas atitudes simples podem fazer seu carro gastar menos combustível. Saiba como

  • A promessa do posto. Toda vez que vamos abastecer, a primeira coisa que vem a cabeça é: preciso economizar e gastar menos combustível, mas como?
  • Com o litro da gasolina na casa dos R$ 2,xx, a maioria dos motoristas contabiliza no final do mês a quilometragem e quantidade de combustível ou melhor, de dinheiro queimado. Para saber o que fazer para reduzir o consumo do seu carro veja algumas dicas de economia.
  • A primeira é deixar a manutenção do veículo em dia, para gastar menos. Por exemplo, manter os pneus calibrados de acordo com as recomendações do fabricante, as rodas alinhadas e balanceadas e o motor em boas condições. Velas desgastadas ou desajustadas, bicos injetores e filtro de ar sujos aumentam o consumo.
  • O porta-malas com alguns objetos esquecidos lá ajudam no desperdício. Evite também acessórios que aumentem o atrito com o solo, como pneus mais largos que pioram a aerodinâmica, spoilers muito grandes ou que modificam o rendimento do motor, escapamento esportivo e preparação mecânica.
  • Outro vilão do desperdício é o congestionamento. Mudar de horários e procurar rotas alternativas pode colaborar. Procure estudar o trajeto antes de sair de casa em vez de ficar rodando de um lado para o outro.
  • Acelerar menos. Os apressadinhos gastam mais. O arranque e a retomada de velocidade fazem o veículo consumir combustível. Portanto, manter a velocidade em um ritmo constante reduz o consumo.
  • Freie com antecedência em semáforos, lombadas e pedágios. A diferença de consumo entre uma direção suave e uma mais agressiva pode reduzir o consumo em mais de 50%. Tirar o pé na estrada também faz diferença.
  • Que o ar-condicionado é um péssimo equipamento para a economia não é novidade. Procure usá-lo de maneira inteligente, rodando com os vidros abertos até que o calor acumulado no interior se disperse, por exemplo.
  • O combustível adulterado é um problema que tem tirado o sono de muita gente. Atraídos por um preço mais baixo na bomba, normalmente anunciado como “promoção” para chamar a atenção, muitos consumidores abastecem seu carro desconhecendo a procedência e a qualidade do produto – e normalmente compram gato por lebre.
  • Quando for abastecer, procure postos confiáveis, de marcas conhecidas. Dê preferência sempre à gasolina aditivada, cuja composição contém dispersantes e detergentes que ajudam a reduzir a carbonização interna do motor. Desconfie de gasolinas muito baratas, pois podem estar adulteradas. Escolha sempre os postos certificados pelas distribuidoras e que tenham equipamentos de controle de qualidade do combustível. Se depois desses cuidados, o motor de seu carro começar a engasgar e falhar repentinamente, mude imediatamente de posto. Faça isso sempre que notar alguma alteração na marcha lenta.
  • Evite acelerar com o veículo parado. A melhor maneira de aquecer o motor é rodando com o carro. Nos dias mais frios, puxe levemente o afogador (nos automóveis com injeção esse sistema funciona automaticamente) e dê a partida. Ande devagar nos primeiros minutos para não forçar o motor e vá desativando gradativamente o afogador. Desse modo, o motor atingirá mais rapidamente sua temperatura ideal de funcionamento sem desperdiçar.
  • Não desligue o motor em paradas rápidas, como no trânsito ou nos semáforos. O consumo nesse momento é pequeno – de 1 a 2 litros por hora – , para dar a partida o carro acaba gastando mais. Desligue o veículos somente se a parada exceder 3 minutos.
  • O menor consumo é obtido com a menor rotação possível, mesmo que seja preciso acelerar fundo para atingir o desempenho desejado. Portanto, troque de marcha bem cedo, pulando uma delas se for o caso. A maioria dos carros pode passar de 1ª para 3ª a 20 km/h e desta para 5ª a 40 km/h, por exemplo, usando o acelerador fundo, sem esforço ou lentidão excessiva.
  • Seguindo essas dicas é possível economizar e não sofrer tanto diante da bomba de combustível e do extrato bancário.

MANUTENÇÃO EM DIA É SINÔNIMO DE ECONOMIA

  • pneus calibrados;
  • rodas alinhadas e balanceadas;
  • porta-malas vazios;
  • acelarar menos;
  • frear com antecedência;
  • desligar o ar-condicionado;
  • não utilizar combustível adulterado;
  • evitar acelearar com o carro parado;
  • pular marchas;
  • não desligar o motor em paradas rápidas.

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